Na Baixada, pela Libertadores, Atlético 0x3 San Lorenzo. Foi a outra derrota de Autuori.
Não pensem que a primeira foi para o Coritiba (3×0), porque faz parte da história do Atletiba, embora pela falta de entrega fosse humilhante. O Furacão vem se desmanchando por causa da soberba de Paulo Autuori, seu treinador. Incapaz de concluir único pensamento, disfarçando resultados com frases populistas, vai criando ilusões para o torcedor atleticano.
Para justificar a derrota para o Coritiba, falou: “O time entrou apenas fisicamente em campo, porque estava ligado na Libertadores.” Mas, ontem, pela Libertadores, tomou de 3×0, de um time pouco razoável como é o do San Lorenzo. Agora, o Furacão perdeu porque escancarou o motivo que Autuori estava escondendo com as suas frases de efeito, embora com ideias inconclusivas, próprio de um vendedor de ilusões.
O Atlético de Autuori foi um time deprimente, que às vezes, agonizava pela inércia, que já há tempo, tem início e final na desordem do seu jogo. A partir de Otávio, só bolas laterais. Não se agrupa, ao contrário, isola-se, como se futebol fosse cada um na sua.
Ontem foi assim: um time raso, sem um único sentido de profundidade, e espalhado como se estivesse jogando uma pelada com bola de meia.
A derrota tornou-se uma consequência inevitável, porque não criou uma única chance contra o gol argentino, e nenhuma zaga é capaz de suportar a exposição pela falta de retenção de bola, de proteção e de cobertura. O San Lorenzo, impressionante, parecendo ser um Boca de Maradona ou de Riquelme, ganhou sem fazer o mínimo esforço.
O Flamengo ao ganhar da Católica, deu vida ao Furacão na Libertadores. Mas pelo que vem jogando, não pode esperar pelo resultado do acaso em Santiago, porque o imponderável pode resolver um evento, mas não resolve o futuro.