Iniciava o jornalismo, na histórica redação da Tribuna da Barão do Rio Branco, quando fui chamado à sala da direção. Foi recebendo uma lição, que conheci Mussa José Assis. Citando o filosófo Voltaire, ensinou: “Discordo do que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-lo”.

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Para ele, o princípio básico era o de que o jornalismo não se conciliava com o silêncio. Aprendi, então, e desde cedo, que jornalismo e silêncio não podiam conviver juntos. No jornalismo, o silêncio só tem um significado: omissão.

Mussa, ontem, no meio da tarde, morreu. Sua morte tem importância para todos nós, em especial, para os jornalistas de redação. É que levou um grande jornalista, o maior fazedor de jornal do Paraná, e um grande homem. Não é fácil escreve sobre Mussa. A sua história é tão rica que pode se transformar em lenda. E as suas lições são tão profundas e corretas, que podem se transformar em princípios absolutos para a prática do bom jornalismo.

Questão

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O Desembargador Mario Helton Jorge não é só bom de Direito. É bom de papo, em especial quando o assunto é futebol. Coxa-branca dos grandes, ontem me perguntou: qual é o conceito de time sub-23 (referindo-se ao Atlético para o Atletiba) se todos são profissionais? Está, aí, uma complexa questão. No passado, um time de jovens era identificado como inexperiente. Hoje, em razão do interesse de mercado, a formação do jogador é apressada, antecipando o seu futuro. O conceito, então de “sub-23”, está muito mais associado à qualidade do jogador do que à sua formação.