1º – O presidente Bacellar, presidente do Coritiba, todos dias, umas duas vezes por dia, olha para o calendário e diz: “Menos um dia. Estou contando os dias para deixar o futebol. Nunca mais”.
Pouco resignado continua: “Não é fácil lidar com os diretores do clube. São vaidosos, querem que as suas opiniões prevaleçam, são pouco solidários, criam mais problemas que os jogadores”.
Sobre os jogadores tem uma opinião: “Se quiserem, em dois jogos derrubam um técnico. Em três, derrubam uma diretoria”.
Indo além, deu a impressão que não gostaria de ser convidado tão logo para jantar com Mário Celso Petraglia: “O que Petraglia pensa quem eu sou? Um cachorro com um osso na boca? Ele tem que me agradecer pelo fato do Coritiba não ceder o estádio. Tem que agradecer a Juíza que negou a liminar. Foi evitada uma tragédia, porque da forma como a torcida do Coritiba reagiu iria ter confronto com a torcida do Atlético fora do estádio.”
E, assim, falou o presidente Bacellar.
2º – Na reunião do último dia 26 no CT do Caju, convocada para que os conselheiros tomassem conhecimento de que o Atlético iria propor ação contra o Município de Curitiba e o governo do Estado buscando dividir em três a dívida da Baixada, uma das razões de Mário Celso Petraglia foi no mínimo curiosa: “Vamos ao limite da transigência com o Município, com o Estado e com o Tribunal de Contas. Mas infelizmente estão infestados de coxas. E, se não bastasse, lá tem gente da nossa oposição, também atrapalhando”.
O doutor não citou nomes. Mas presumo que quis fazer referência a Rafael Greca e Giovani Gionédis, do Município, Nestor Baptista, do Tribunal de Contas, e João Alfredo, chefe de gabinete de Greca e que foi candidato da oposição nas eleições do Atlético.
No final, confirmou, que está vindo um meia colombiano para o Furacão.
3º – O imóvel das piscinas da Vila Olimpica, do Paraná, avaliado em 18 milhões, foi leiloado por 7 milhões de reais pela Justiça do Trabalho. Não acredito que o Juiz da 2ª Vara do Trabalho vá homologá-lo. O objetivo do ato judicial especialmente deferido para o pagar as suas dívidas trabalhistas, foi o de arrecadar no mínimo 12 milhões de reais. Se for homologado a alienação por sete milhões, o clube ficará devendo outros cinco. O ato judicial não alcancará o objetivo, resultando em prejuízo para os credores e para o próprio Paraná. Presumo que o próprio clube não vá aceitar, a não ser que tenha boi na linha.

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