Esse Coritiba x Operário, no Couto Pereira, pela Segundona, é um clássico? É um clássico, afirmam os jogadores. Compreendo-os, embora o fato, mesmo que afirmado por ignorância, sugira uma redução na grandeza do Coritiba.
Minha compreensão é pela razão de que os jogadores que estão no Coxa não são diferentes da maioria absoluta do futebol brasileiro. Essa, ao mando do profissionalismo irrestrito, não faz questão de conhecer o simbolismo de uma camisa, mesmo que nos dias atuais ande amassada.
Resta saber, se os coxas irão jogar com o espírito que exige esse “clássico” com o Operário.
Surpresa
A carência de grandes jogadores no futebol brasileiro é tão sentida que qualquer um que volta da Europa para jogar o seu final de carreira, provoca encanto.
Veja o caso do lateral esquerdo Adriano. Em forma, está bem acima da média na posição. Confesso que não me surpreendi. É que quando vejo Adriano, lembro que ele se submeteu durante 5 anos às ordens e às lições de Guardiola.
Ilusão
O Paraná voltou a perder. Agora, em Recife, para o Sport: 2×1.
E dentro das suas limitações, bem protegido por duas defesas improváveis de Thiago Rodrigues, até que jogou bem. No entanto, quando saiu na frente com o gol de Fabrício, já estava esgotado física e emocionalmente. Ao natural sofreu a virada.
De ilusão no futebol sou professor. Passei um bom tempo na vida me iludindo com coisas que o meu time de coração não poderia alcançar. A torcida do Paraná precisa se convencer que o clube já cumpriu o seu papel e muito bem. Bem por isso, até o final vai ter ainda uma ilusão de voltar ao Brasileiro.
De primeira
O presidente da Federação Paranaense de Futebol, Hélio Cury, declarou que “o Athletico é um exemplo para todos”. Opinião como essa é coisa de oportunista. Agora o Furacão é exemplo para Cury.
