Contra o Santos três chutes, três gols.
Mas não sejamos tão presentes porque o passado recente condena. Vamos dar um passo atrás. Contra o Juventude, dois chutes, dois gols. E recuemos alguns passos a mais, e outros, mais outros: todo o chute que foi entrou.
Não discuto mais se Diego é bom ou mau goleiro. Já escrevi que não é confiável. Confiável é o goleiro que resolve situações repentinas, imprevisíveis. É o goleiro que pega a bola que no sentimento do torcedor já entrou. Confiável é o goleiro que alcança o impossível. Lembram daquela defesa de Flávio contra o Paraná no gol dos vestiários da Arena? Já era gol, já era o fim. No entanto, o espetacular Flávio foi buscar a bola onde só o inglês Banks conseguiu na cabeçada de Pelé, no chão que parecia aberto tragando a humanidade.
Não se engane com as eventuais defesas de Diego. Prestem atenção. São defesas possíveis e previsíveis. Estão no limite da obrigação. Passou dele a bola entra. Contra o Santos, falhou no segundo gol, e no terceiro orientou mal a formação da barreira.
Não há time que se sustente sofrendo uma média de dois gols por jogo. O Atlético fez cinco gols nos últimos jogos, mas ganhou apenas dois pontos. Só culpar a defesa ou o sistema tático não é justo. Não sei qual é o anjo do goleiro no Atlético. Não entendo porque Antonio Lopes, que está tendo o seu trabalho comprometido, também, por essas falhas, insiste com Diego. Por que não o menino Tiago?
Diego está enterrando o Atlético. Além de ser fraco, não tem sorte. Só sofre gols espetaculares.
Defesa
A vida é danada. Torna o mundo pequeno, transformando alguns fatos em extraordinários.
O presidente do Atlético Mário Celso Petraglia era para ser suspenso por 600 dias no STJD. Sem solução, contratou Domingos Moro para defendê-lo.
O que fez Moro?
Inspirado na tese da legítima defesa da honra, criada pelo saudoso Evandro Lins e Silva para absolver Doca Street do crime de Búzios, usou a legitima defesa da paixão. Deu um show. Salvou o grande inimigo dos coxas.