Uma reunião no Hotel Bourbon entre o presidente Rogério Bacellar, o vice Alceni Guerra, e os conselheiros Renato Folador e Alceu Vezozzo Filho decidiu o seguinte: o Coritiba quer que o Município de Curitiba promova uma cessão de cotas de potencial construtivo nas mesmas condições que cedeu ao Atlético para a construção da Baixada. Bem objetivo: em valores atualizados, os coxas querem do Município de Curitiba, em valor atualizado, 230 milhões de reais.
O Coritiba não só decidiu exigir o que entende ser seu direito, como fez chegar ao prefeito Fruet o seu pedido, através de Alceni Guerra em visita ao prédio da Prefeitura. Essa é a forma que os coxas têm para construir um novo Couto Pereira ou construir um novo estádio em outro local, que já tem até nome: Evangelino da Costa Neves, “o Chinão”, alusão ao apelido “Chinês” do maior presidente da história dos coxas.
Confesso que não sei qual foi a reação do prefeito Fruet. Mas ter um fundamento que neutralize o principio da equidade não é fácil. De qualquer maneira, a bancada coxa da Câmara de Vereadores já foi acionada. E a assessoria jurídica do vereador Felipe Braga Cortes já está estudando uma proposta.
De qualquer maneira, o fato repercute imediatamente na esfera dos interesses do Atlético. Há tempo o presidente Mário Celso Petraglia vem solicitando o reajuste das cotas de potencial construtivo, sob o argumento de que, pelo contrato, Munícipio e Estado têm que pagar partes iguais do Furacão. O Munícipio entende que essa é uma questão que se resolve de duas formas: ou através de lei do prefeito ou por decisão judicial. Como há questão controvertida pela lei específica, Fruet não iria e nem poderia propor o que o Atlético quer. Agora com o Coritiba exigindo o beneficio, afasta qualquer possibilidade de acertar a vida do Atlético e de Petraglia.
De primeira
A absoluta incapacidade de gerenciar um objeto estranho ao seu estatuto. O Atlético não se deu bem na promoção do show de Rod Stewart. O que era para ser para 40 mil pessoas foi assistido por apenas 13 mil. O prejuízo foi próximo de 1 milhão de reais. O que não se sabe é se nesse prejuízo está o gasto com colunas sociais em que destacou o diretor de comunicação Mauro Holzmann, o grande responsável pelo fracasso de público e de renda.
