Em Fortaleza, com bola rolando, Ceará 1×1 Atlético. Nos pênaltis, Atlético 6×5 Ceará. O Furacão segue na Copa do Brasil.

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Mas a classificação não o torna imune às críticas. Na sua história recente, não há lembrança de um jogo tão ruim como esse que fez no Castelão. Sofrer para ganhar nos pênaltis, foi uma espécie de castigo para o seu pior jogo dos últimos tempos.

Por não ter nenhuma organização tática, seus jogadores obrigaram-se à exaustão física, à distensão de músculos (Jonathan e Wanderson), e no final, deitarem na sorte como tábua da salvação. Nikão foi o resumo de como o Atlético terminou o jogo: arriado, esculhambado física e emocionalmente.

Nem o bom começo de 15 minutos, me impressionou. Foi assim contra o Caxias e contra o Tubarão. E voltou a acontecer: após o gol de Guilherme, esvaziou-se. Na defesa, sem estar o mínimo preparado para sair da pressão cearense, sofreu o gol de Felipe Azevedo.

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Sem Wanderson, e depois sem Jonathan, agarrou-se no empate na falta de qualidade do time do Ceará. Ganhou nos pênaltis em razão da frieza e da qualidade do chute de Guilherme, Lucho, Paulo André, Ribamar (vejam só) e Pavez. E, ainda, assim, salvando-se depois que Carleto perdeu.

Dirão que o importante é que segue na Copa do Brasil.

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Mas seguir com esse jogo é apenas adiar a saída.

Afinal, trata-se do Furacão, que já deveria não depender da sorte contra um pobre Ceará para continuar vivendo.

Caixa verde

Como se fosse dominado pelo espirito do mocinho de John Wayne, empunhando a Winchester 94, o presidente Samir Namur aponta e atira em direção a Rogério Bacelar, atingindo-o em cheio. Acusando-o de não pagar o empréstimo de vários jogadores, teria deixado o Coritiba sem crédito no mercado de futebol, daí a falta de contratações.

O presidente coxa teria absoluta razão, porque a diretoria anterior, não sei se por esquecimento ou falta de dinheiro, não tinha muita vontade de cumprir alguns contratos. Mas a razão de Namur torna-se duvidosa, porque acusa Bacelar de forma genérica, sem indicar um fato específico. Sem esse, não há base para se atribuir culpa ou responsabilidade.

Qual o reforço, que não foi contratado por falta de crédito do clube? Namur não responde. Essa política de intriga, que provoca um jogo de culpa, é que colocou o Coxa na segunda divisão. E se continuar, vai mantê-lo por um bom tempo.