Demorou, mas os sócios do Atlético resolveram sair do conforto das mensagens eletrônicas. Começam, enfim, o glorioso caminho em busca da verdade, o que às vezes, é penoso.
Uma assembleia de sócios é o tribunal legal para recuperar a posse do clube, tomada indevidamente pelo arbítrio e pelos interesses pessoais. Polêmicas são saneadoras, sobretudo em instituições onde a transparência não costuma ser prioritária. O Furacão precisa desse dissenso formal e público.
O Atlético é opaco. O Mário Celso Petraglia é dono do poder, da verdade e do dinheiro. Ai de quem o contesta: leva no lombo um processo. O doutor pode decidir os maiores absurdos, causar prejuízos, hipotecar e penhorar todo o patrimônio, fazer desaparecer direitos de jogadores, que nada acontece. O seu operador é Mauro Holzmann, que de quebrado tornou-se um milionário.
Dentro do clube quem é contra, cala por medo ou por dinheiro. É inexplicável o comportamento do doutor Emed, um médico de tradição, um homem de bem.
Então, se você é sócio e gosta do Furacão, assine a lista de adesão e seja um dos três mil. Fará bem a você e ao Atlético. Não acredite que a polícia e a justiça irão buscar Petraglia, embora já tenham motivos para no mínimo conduzi-lo a depor. Protege-se com grandes advogados pagos pelo Atlético.
Acreditem no que venho escrevendo: o Furacão está sendo destruído com o propósito de ser apanhado por interesses particulares com a mudança da lei Pelé. É um processo silencioso, que vez ou outra é disfarçado por vitórias eventuais em campo.
A questão não pode ser confundida com oposição. O movimento não deve ter dono e não deve ter nome. Aliás, nesse momento não vejo nenhum nome para ser o dono. Mas essa é uma outra questão.