Entre os apóstolos, na maior e mais linda história da humanidade, ele era apenas um coadjuvante. Discreto, não era o príncipe como Pedro, e tampouco o bem-amado como João. Leal, não traiu e não negou. Mas para escrever a história não teve igual. Entre Marcos, João e Lucas, foi o maior dos evangelistas. Insuperável, ganhou de Lucas, e a bíblia que escreveu, é a obra que nos dá o comando de vida.

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Em alemão é Matthäus; latinos e portugueses grifam Matheus e Mateus. Por mais variantes que tenha a grafia do nome, o seu significado é único, extraordinariamente grandioso: do hebraico Mattithyah Homem de Deus, Presente de Deus.

Matthäus, entre nós Mateus, está no Atlético. A mística do seu nome e dos anos de craque passa a mostrar a realidade só sonhada dos atleticanos.

Hoje, 17h, tem início um novo tempo no Atlético.

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Não se despreze a idéia de que Matthäus vem para ajudar a escrever a história definitiva do Atlético. Talvez, mais tarde, os historiadores já tenham um bom começo: ?naquele tempo ….

Mas não é só porque se chama Mateus, que se deve transigir ou ser radical, em razão de vitórias ou derrotas. Não se trata de um técnico comum. Talvez, bem pensado, não se trata nem de um técnico com a responsabilidade que se dá ao técnico no futebol brasileiro.

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Não devemos alienar a vinda e a presença do grande alemão, só porque é Lothar Matthäus; ou só porque o seu histórico foi construído ganhando por um país tricampeão do mundo.

É preciso entender que é uma experiência diferente para todos os envolvidos: para o Atlético, que provoca um risco na mesma proporção da sua grandeza, e só ele com Mário Celso poderia fazê-lo; para Mateus, que cedeu à atração de um país, que em relação à sua origem, tem diferenças extraordinárias; para a torcida, que mistura orgulho e apreensão, e para nós jornalistas, que tratamos o treinador como uma peça comum, quase vulgar, embora no Brasil a maioria o seja.