Em Feira de Santana, Vitória 3 Atlético 2.

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O Furacão não jogou mais e nem menos do que vinha jogando. Apenas jogou contra um time organizado, como é todo aquele dirigido pelo paranaense Caio Júnior. E, toda a vez que jogar contra um time bem ordenado, as carências individuais do Atlético serão escancaradas. Sem superação, a derrota, então, torna-se um fato previsível.

O Atlético não perdeu porque foi inferior ao Vitória. Perdeu porque é impossível um time com Jonas, Botelho, Cleberson, Luiz Alberto, Marcão e Marcelo sustentar durante 90 minutos o mínimo de regularidade, que possa projetar os gols que faz. O Vitória só marcou em razão das falhas individuais da zaga atleticana. E o desequilíbrio se torna fatal, quando João Paulo e Juninho não marcam, só cercam.

O grande problema é que os atleticanos estão se deixando iludir pelo romantismo dos gols marcados. Esses se tornam irrelevantes quando não há sustentação no meio e na defesa. Desculpem, não os quero e não me quero provocar. Mas tomemos o rival histórico como referência. O Coritiba é líder do campeonato porque ganhou equilíbrio tático, que compensa as suas deficiências individuais, que não são poucas.

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Não gosto de estatísticas. Mas o Atlético está se expondo muito a elas ao sofrer a média de dois gols por jogo. Desde 2003, quando se adotou o sistema de pontos corridos, o time de pior defesa sempre foi rebaixado. É a expressão literal dos números, ano a ano. 2003: Bahia, 2004: Vitória, 2005: Paysandu, 2006: Santa Cruz, 2007: América de Natal; 2008: Figueirense; 2009: Náutico e Sport, 2010: Goiás, 2011: Avaí e 2012: Figueirense.

O Furacão passou cinco meses se preparando e, agora o mínimo que se espera é que se convença que fez errado. Não há lugar para orgulho ou vaidade, quando se executa um projeto a partir de uma avaliação equivocada. Ficar se preparando cinco meses pode ser bom para um grande time, mas não para um time de segunda. O Atlético tem um mês para fazer o que não fez em cinco.

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