Novelas

O doutor Luiz Sallim Emed está se achando importante como presidente do Atlético. E tem razão: é importante. Mais ainda quando cria a sua própria personalidade. O que o doutor Emed não pode e não deve é exteriorizar o seu outro eu (alto ego), pois aí descaracteriza a si próprio. Escrevo isso porque um dia desses ele foi fazer reflexo no cabelo. E nem precisa fazer essa mudança, a importância está em ser presidente e não mostrar que é.

Mas os cabelos do doutor Emed não são o tema principal. Ele precisa explicar melhor a demora da entrega da Baixada com a grama sintética. Era para ser no próximo dia 18 de fevereiro, mas não será. O Atlético, com Emed, também não está fazendo questão do tempo presente e adota um futuro que é sempre lento. O Atlético nunca terminou a meia Baixada. Depois de quatro anos, entregou a Arena da Baixada sem terminar a execução integral do projeto arquitetônico, desde 2009 promete um titulo e não ganha, a reestreia de Walter, a volta de Nikão, e agora não consegue cumprir o prazo da entrega da grama. À propósito de Walter, o seu novo perfil não está bem explicado, embora a culpa seja mais dos repórteres, que não tem curiosidade de ir além da coletiva. A questão é: Walter perdeu 10 quilos em relação ao peso depois das férias ou antes das férias. Se a referência é o peso do retorno das férias, não há nenhum milagre no fato de perder 10 quilos. A referência tem que ser o peso que Walter tinha quando saiu em férias e o de agora. Dito de outra forma: tudo vira uma novela no Atlético, com os sócios pagando a conta.

Mas o importante está ocorrendo e é positivo: o time ganhando em campo, embora não mostre nenhuma evolução de jogo conjunto. E não conseguirá enquanto não voltarem Walter e Nikão, e se concluir que o zagueiro Vilches tem que ser reserva de Cleberson. De bom são os fatos extraordinários: Deivid, que há anos não acertava um passe, fez dois gols contra o Rio Branco. Amanhã o Furacão volta a campo, e nessas extravagâncias vai mandar o seu jogo na casa do adversário, o Jotinha. Espera-se que Cristóvão faça o time jogar um pouco mais do que está jogando.

De primeira

Não faço dessa coluna um espaço de amigos, mas todo o ano abro uma exceção para saudar o aniversário do médico Daniel Zeni Rispoli, o meu são Lucas.

*****Desculpe, com todo o respeito: e o Paraná, até quando, hein? *****

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