Nova rota

O secretário da FIFA Jèrome Valcke iria para Manaus, mas agora virá a Curitiba. Essa mudança espetacular de rota não é gratuita, ao contrário, pode sair muito cara. A relação entre o público e o privado para se construir a Baixada como estádio da Copa do Mundo, se confunde e se perde em interesses indefinidos. O dinheiro que governo repassa sempre é pouco para a obra gerenciada por Mário Celso Petraglia.

Pelo último orçamento, a Baixada custaria R$ 265 milhões. Mas há uma atualização, que já passa de R$ 300 milhões, e o Atlético já esgotou seu poder de garantia. Se não tiver mais dinheiro, a obra não termina para Copa; e se tiver é preciso garantir o repasse sob pena do agente público responder por improbidade. Essa é consequência da relação temerária entre a diretoria da Fomento Paraná e a gestão da construção da Baixada.

A impressão é que o gestor da obra não está preocupado com a Copa do Mundo. Talvez, a sua vontade final seja a de terminá-la só após o torneio da FIFA, pois supõe que teria, então, causa para tornar litigioso o dinheiro repassado pelos parceiros públicos. Bem por isso, é que nos últimos tempos, Petraglia não garantiu que a Baixada ficaria pronta para o evento mundial.

Essa relação que beira a irresponsabilidade entre o público e o privado, e a intenção inescondível do gestor é que motivam a mudança de rota do dono da Copa. O pior da mentira é que cria uma falsa verdade, anotou Clarice Lispector, enquanto jornalista. Não se surpreendam com nada. Nem mesmo com o fato de Curitiba ser descartada pela FIFA aos 45 do segundo tempo.

Começo

O argumento para justificar estádios vazios e futebol de pouca qualidade volta atualizado: o Estadual começa sempre em ambiente e clima de férias. O resultado é a falta de alento para ver 90 minutos de futebol. Bem resumido, não se pode exigir mais do que se viu nessa primeira rodada. E nem se pode criticar, pois é definitiva a desculpa de que a alta temperatura influi tanto no rendimento do jogador, que os times se igualam. Infelizmente por baixo.

O sub 23 do Atlético, em Prudentópolis, foi um desalento (0 x 0), e a derrota do Coritiba, em Maringá uma desesperança (2 x 1). Mas por coerência, vamos fazer de conta que foi por causa do calor.

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