O menino Patrick foi chamado por Geninho para ser opção de ataque do Atlético. Já tinham sido o excepcional Raul, Fransergio e Alex Sandro. Pode parecer um fato comum, solução emergencial, pura ilusão. Mas não é. Não existe outra solução imediata, que pode se tornar única a médio prazo, e está sendo adotada pelos clubes de comando sério e responsável.
Ontem, ao Painel F.C, da Folha de S.Paulo, o empresário J. Hawilla, presidente da Traffic, anunciou que a sua empresa suspendeu os grandes investimentos porque a crise na Europa alcançou os clubes compradores.
Os negócios extraordinários de valores irreais acabaram.
Se houvesse um controle estatal no futebol brasileiro, mesmo de forma indireta, como ocorre nos grandes centros europeus, só para ilustrar, os clubes cariocas sequer poderiam participar de uma competição oficial.
O clássico “queremos time” como apelo, que às vezes ganha características de coação ao dirigente, precisa imediatamente ser revisto. Para tanto, o torcedor passa a ser fundamental para combater esse estado. O fará controlando seus impulsos e reações, sendo discreto nos seus objetivos de futuro, afastando a ilusão de que um título é obrigação imposta pela história.
No futuro, e não muito longe, só irá viver com objetivos grandiosos o clube que adotar essa nova ordem, que nada mais faz do que pegar o caminho da racionalidade.
Reprise
Meu espaço de ontem foi ocupado pelo amor que me é declarado todos os dias por minha família. Por isso ficou de fora minha análise sobre as derrotas de Atlético e Coritiba.
Não há muita coisa a ser escrita e falada além do que já foi.
No sábado, o Coritiba mostrou que o seu limite é curto demais. Não consegue manter uma vitória parcial contra os reservas do Palmeiras. No domingo, o Atlético provou mais uma vez que será presa fácil para qualquer um que povoar o meio-campo, e jogar em cima de Rhodolfo e Galatto. O goleiro falhou outra vez, como ocorreu no primeiro gol do Vitória. Agora são quatro falhas em quatro jogos que originaram quatro derrotas. Não sei o que vai ser preciso para Vinícius ter uma nova chance.