Havia um tempo, que os coxas comemoravam, todo o ano, o título brasileiro de 1985. Por isso, escrevi certa vez que, no futebol, a comemoração repetida do fato que marca o passado, pode ter um outro significado: o do consolo pelo presente sem grandes conquistas. O fato deixa de ser origem de um processo vitorioso, para integrar a história como casual.

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Os atleticanos comemoram 10 anos da Arena da Baixada. Nada mais justo, na medida em que provocou o fenômeno de materializar a grandeza, que tinha o seu limite no coração de cada um.

A importância da Arena não foram os resultados técnicos, incluindo o titulo brasileiro de 2001, que como o do Coritiba, foi resultado casuístico. Sem um projeto técnico, pois ainda era cedo, de repente conciliaram-se as virtudes de Flávio, Nem, Fabiano, Souza, Kléber Pereira e a lenda Alex Mineiro. A importância está nos números: a partir de 1999, surgiu a geração Arena, que fez o Atlético ter a maior torcida do Paraná. São crianças pequenas e crescidas, são adolescentes, dependentes ou não, são jovens que compõem 80% do corpo de 23 mil sócios.

Agora, pergunto: o que os atleticanos irão comemorar o ano que vem? Um fato passado, que às vezes se descola da própria história, ou um fato presente que justifique a existência da Arena? É preciso que os atleticanos tenham consciência de que o sentimento de uma geração, por mais jovem, envelhece cedo quando tem que conviver com derrotas.

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De primeira: * Thiago Gentil, contratado pelo Coritiba, é um bom jogador. O problema é jogar em sequência.

* Uma comitiva do Atlético, comandada pelo presidente Marcos Malucelli, se não foi, vai entrar no caminho do Leste Europeu.

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* O ministro dos Esportes, Orlando Silva, aos poucos, vai mudando o discurso sobre os estádios. Prevê que não haverá nenhuma obra faraônica. É melhor e mais barato.