O Atlético está em Recife cercado de fantasmas. Um deles está na variação de lugar na classificação, que já o colocou entre os que seriam rebaixado, e pode devolvê-lo nesta rodada. Depois de cada fracasso, a única esperança dos atleticanos é o anúncio de que Fernando Diniz deixou o comando técnico.

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Com uma personalidade insegura, o treinador afastou-se das suas próprias ideias do futebol arteiro de passes e mobilidade funcional, que ele resistia em manter por convicção. Daí ter afirmado que a variação de números para identificar um esquema era coisa ultrapassada. Mas, mostrando despreparo para enfrentar desafios em um grande clube como o Atlético, recuou o time para jogar fechado, sem saber fazê-lo. Na derrota para o América, usou de tudo: 3-5-3, 4-4-2, e até o WM.

Essa sua fragilidade de desprezar as suas fantasias, e não saber fazer nada fora delas, cria uma insegurança que bate em cheio no time. A insegurança projetada para um quadro com quem quer se defender com Wanderson e Zé Ivaldo criar jogadas com Guilherme e Camacho para Pablo, carrega a fórmula perfeita para a sequência de fracassos. Se Diniz tivesse a mínima vontade de reagir, o Furacão entraria na Ilha do Retiro, contra o Sport, sem Guilherme e Camacho.

Elite

A ordem liminar para Guerrero jogar pelo Peru, concedida pela Justiça Federal da Suíça, teria aberto um precedente para o futebol usar a Justiça Comum como recurso de combater decisões no âmbito da justiça desportiva.

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Não acredito que o caso crie um precedente como regra jurídica. E ir defender-se na Justiça Federal, em Zurique, é só para uma elite do esporte. Guerrero é um atleta milionário. Seu salário atual é de 880 mil mensal.

A consequência mais importante do caso, é a de mudar a interpretação restrita que se dá às leis que regulamentam o combate ao doping. Pelas leis atuais, não se investiga a existência de culpa, mas apenas a existência do fato. A ordem do magistrado suíço entende de que só se pode punir investigando a existência ou não da intenção. E não demora muito, vai se investigar se a quantidade da substância era suficiente ou não para alterar o rendimento do atleta.

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