Notícia especial

O Atlético cedeu ao Lokomotiv, de Moscou, em definitivo, os direitos sobre o vínculo de Guilherme. Nada de especial, ao contrário, absolutamente natural em época que um mercado fornecedor atende um comprador.

Mas os detalhes do negócio é que tornam a notícia especial: Guilherme é um menino de 20 anos, profissionalizado há pouco tempo, joga de goleiro, posição que jamais um clube europeu se dispôs a gastar. Elton (Vasco) e Dida (Cruzeiro) foram embora após litígio com seus clubes; Júlio Cesar (Flamengo) e Doni (Corinthians) por fim do contrato. Não me recordo como Taffarel foi embora do Inter, mas é certo que foi depois de ser o melhor goleiro da Copa dos Estados Unidos, em 1994.

E agora o fato mais relevante: o Atlético receberá liquido o valor de 3,3 milhões de euros pela cessão de Guilherme.

Pode falar o que quiser, mas tem que se tirar a cartola para Mário Celso Petraglia quando se trata de arrumar o caixa do clube. Dizem que haverá um próximo, Alan Bahia ou Dinei. Seja quem for, se acontecer não bastará tirar só a cartola.

O fraque, também.

Finalmente chegou a vez daquele que tem vocação de ser o grande goleiro depois de Flávio: Vinícius.

Ambiente

É certo que na próxima derrota do Paraná, o treinador Gilson Kleina deverá ser demitido. Não pela péssima campanha do time com o seu comando, mas porque perdeu a confiança entre os jogadores. Ao culpar Serginho pela derrota em Santos, Kleina provocou o sentimento de solidariedade, que une sempre os jogadores. No sábado, induziu a diretoria mandar Joelson para casa, e quando retornar, treinar no Boqueirão.

Dúvida

Uma coisa me intriga neste caso de Alex Mineiro: em 1972, o Atlético tinha um meio-campo chamado Sérgio Lopes. Seu apelido faz um bom resumo do que era jogando bola: Fita Métrica.

Ao mesmo tempo que surgia a figura do líbero, Sérgio como volante, saiu para o jogo. Quinze dias antes da final com o Coritiba, teve uma contusão igual à de Alex. O dr. José Francisco Schiavon, recém-formado e médico do Atlético, o operou. Uma semana depois, Sérgio Lopes estava em campo para aqueles históricos Atletibas. Será que a medicina regrediu 35 anos depois, ou o dr. Schiavon estava muito adiantado?

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De primeira: Vou dar uma folga de oito dias para o leitor. Volto no próximo dia 24. 

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