1.ª – O homem pode perder tudo, menos a coerência. Essa preservada, mesmo sem que se perceba, provoca ponta de esperança até para um milagre. A diretoria do Atlético foi coerente com os fatos: embora tarde, aceitou a demissão de Waldemar Lemos do comando técnico, e embora muito tarde, deu um grito de alerta contra a indisciplina no CT do Caju, que alcançou dois intocáveis, Antônio Carlos e Rafael Moura. Entendo que deveria, também, dar um estrilo nos ouvidos de Marcinho, que pode ser disciplinado, mas que se omite tanto em campo, que é ser estranho à coragem.
Está sendo coerente a diretoria em não contratar às pressas o novo treinador. Foi por ter pressa, que cometeu a imprudência de trazer Lemos.
2.ª – Krüger e Kosilek era a dupla de ataque do Coritiba. Irresistível, aliás. Krüger era o gênio, e Kosilek o artilheiro. Eram loiros, os nomes começando com a letra K, e atacantes.
Kosilek foi vendido ao Vasco da Gama, e lá pouco jogou. Então surgiu uma lenda: o Vasco quis levar o atacante loiro, cujo nome começava com K. Referia-se a Krüger. Evangelino vendeu Kosilek.
A estória virou folclore, que depois foi desmentida: o Vasco queria o artilheiro, que era Kosilek. Agora corre a piada de que o Barcelona queria o centroavante do Palmeiras. Vendeu-se Keirrison, quando os gols atuais no time alviverde são de Obina. Apenas folclore.
3.ª – Ouvindo uma bela entrevista do presidente Marcos Malucelli, na Transamérica, confesso que fiquei impressionado com o gasto de quase R$ 3 milhões para o projeto arquitetônico da Arena, para a Copa do Mundo. A audácia para antecipar o futuro é comovente, quando não é com o próprio dinheiro.
A cada dia surge um motivo para justificar a razão para quem fez tudo para não querer continuar exercendo o cargo.