Notas e notinhas

Desgraça pouca é bobagem, diz o povo. Quase perdendo o lateral Adriano por causa da lei, o Coritiba apressou em vendê-lo pela primeira proposta. O Sevilha pagou 2,5 milhões de dólares para quem estava cotado em 5 milhões de dólares.

O preço foi pago, mas até ontem o Coritiba ainda não conseguiu fazer o câmbio e sacá-lo de um banco. Motivo: o Banco Central mandou exercer maior fiscalização no dinheiro que vem do exterior para todos os clubes. No caso do Coritiba, sempre falta um documento para liberar o dinheiro.

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Estranha dor esta que Maciel, que veio do Porto para o Atlético, sente na panturrilha. Dizem que a contusão é mero pretexto para desviar a atenção de problemas contratuais: o que fora prometido para a empresa Massa (Ratinho) não teria sido cumprido.

Ratinho anda brabo. Meio nervoso. Não sabia que as relações no futebol eram tão inseguras. Brabo? Não viu nada ainda.

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Vários segmentos do Paraná Clube começam a concluir que o clube tem que decidir pelo social ou pelo futebol. Os dois juntos irá levá-lo à quebra.

Por isso, já existe um movimento silencioso de preservar só o futebol. O imóvel da Avenida Presidente Kennedy seria alienado por comodato de 20 anos com um grupo de supermercado. A título de antecipação de receita, o grupo acertaria a parte jurídica de Vila Capanema e executaria o projeto de ampliação para trinta mil pessoas.

O que os paranistas entendem é que assim não dá para continuar.

E não dá mesmo.

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Parreira e Zagallo não aceitam discutir sobre Rogério Ceni na Seleção Brasileira. Há dois anos, desde que superou a idéia de ir embora, Rogério é o melhor do Brasil. Atualmente é melhor do que ele próprio.

Não se justifica ficar fora para Júlio César ser convocado. Nem se discute a qualidade de um ou de outro. Rogério tem seqüência e Júlio não joga.

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No futebol o direito de vender bem os jogadores, não dá o direito de errar tanto na compra. Fiquei perplexo com o negócio que o Atlético fez para trazer Lima.

Tinha um crédito de 500 mil dólares do Cruzeiro pela venda de Adriano. O Cruzeiro ofereceu Adriano de volta para não pagar o valor devido. Mas o Atlético preferiu Lima, mandando debitar em seu crédito 300 mil dólares pelo empréstimo. Não dá para compreender.

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