Perder para o Vasco, em São Januário, em regra, é normal. Em boa fase, o Vasco perde lá dois ou três jogos por ano, fazendo a lógica ser uma ciência quase absoluta.

continua após a publicidade

Mas veja só como a lei do futebol parece ser uma cópia da lei da selva. O Coritiba em São Januário contra o Vasco, sem o direito de atribuir normalidade a um fracasso. É que uma derrota poderá conduzi-lo ao grupo de rebaixamento, criando um dano emocional que reflete em cheio.

Quem está nesse grupo, diariamente analisa a classificação, os concorrentes que estão próximos, os jogos futuros e começa a fazer contas. E, daí surge a angústia, dela vem a pressão psicológica que alcança dirigentes, que chega ao técnico, a comissão técnica e pega os jogadores. A espiral de problemas vai se alargando, parece não ter fim. Daí, nenhuma derrota, seja onde for, é normal.

Bem por isso, o jogo de São Januário pode ser o jogo do ano para o Coritiba. Principalmente se derrotar a lógica e ganhar do Vasco.

Herói

continua após a publicidade

Voltando de um mês tratando do púbis, entrando no jogo quando estádio estava sem luz, supercílio rachado, 38 anos nas costas: Paulo Baier. E, se não fosse ele, a torcida estaria desfilando a humilhação de empatar com o ASA de Arapiraca, pela segunda divisão.

Baier não pode ser tratado de herói, mas indicado como o resumo da verdade do atual time do Atlético: absolutamente medíocre. Depender do antigo “herói” para ganhar do ASA, não precisa investigar sobre a condição desse time.

continua após a publicidade

Mais grave é a constatação de que Luiz Alberto, Derley, Felipe, Henrique, Fernandão, Botelho, Maranhão, que vieram para substituir o projeto de renovação, têm menos recursos dos jovens que jogaram o Campeonato Paranaense.

E um detalhe gravíssimo: a não contratação de um novo treinador está sendo tratada pelos jogadores como desinteresse do próprio clube para alcançar o objetivo de classificação.