A natureza humana, quando cercada de um interesse material, tem a capacidade de querer mudar a história. Está aí o principal fundamento para explicar a razão do mundo contemporâneo ter como principal característica o rompimento com o passado, pregando a crença de que tudo precisa ser moderno.
A Fifa, logo ela, teve a sensibilidade em sua imagem estática (banner) identificar o estádio construído para a Copa do Mundo, com único nome que guarda fidelidade com a história: Arena da Baixada. Assim evitou que um repente político cravasse Arena de Curitiba, ou um ato populista marcasse Arena dos Paranaenses.
Não há nome que alimente tanto os sonhos, que guarde e preserve tantas histórias e dê o rumo de certeza de um futuro definitivo para os atleticanos, que o nome Baixada. Um nome que encerra a sensação de sossego e leveza.
Craque
Não seria Messi, nem Cristiano Ronaldo, e às vezes duvido que fosse Neymar. Tivesse eu o direito de escolher alguém para ver jogar pessoalmente e depois entrevistá-lo seria Iniesta, da Espanha. O futebol lhe foi injusto por mais fama e dinheiro que tenha ganho. Iniesta é o ponto nuclear da transformação do futebol espanhol. Foi em razão do seu estilo virtuoso que o futebol espanhol devolveu ao mundo o conceito de futebol como arte.
O corpo pequeno é capaz de armazenar todas as virtudes de craque, e a sua inteligência de um gênio de distribuí-las em campo durante noventa minutos.
Iniesta já vive no CT do Caju. Logo estará jogando na Baixada.
Negócio
O Atlético resistiu até quanto pode. Mas foram tantas as propostas e tão milionárias, que o Furacão resolveu negociar os direitos do vínculo desportivo do atacante Marcelo. Em São Paulo, na última quinta feira, o presidente Mário Celso Petraglia foi ter com investidores estrangeiros (o empresário Bertolucci seria o intermediário), e encaminhou a conclusão do negócio. Nada inferior a 10 milhões de euros.