No fio da navalha

Em um determinado momento da vida, somos obrigados a buscar o equilíbrio para andar no fio da navalha. Por não saber como e quando, concluímos como é frágil o ser humano. Quando conseguimos, imprimimos um outro sentido na vida.

Marcelo de Oliveira e Ricardo Gomes – técnicos de futebol, hoje, no Couto Pereira -mais parecem personagens saídos da obra clássica de Somerset Maugham: “O fio da navalha”.

É que essa decisão da Copa do Brasil entre Coritiba e Vasco, embora seja um jogo entre humanos, não transige com nenhum erro. E para não errar é preciso equilíbrio, e para se ter esse pressuposto, reclama-se a intervenção direta do treinador.

A vida não será fácil para ninguém no Couto Pereira. Nem mesmo para o Vasco de Gomes, que em razão da vitória em São Januário lhe deu o benefício do empate e de eventual gol fora. O ambiente de tensão parece que faz desaparecer vantagens, mesmo que reais.

O placar de uma zero em jogo isolado de decisão é infinito e provoca a solução irreversível. Mas o mesmo placar, quando a solução que se busca tem que ser dada em dois jogos, é uma vantagem que tem de ser desconsiderada durante os 90 minutos.

Em regra, é jogo que se decide pelo erro individual de um jogador. Mas a mesma regra, mais ainda, acusa um técnico de perdê-lo. Não é fácil a vida do técnico em jogo como esse.

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