Copa do Mundo, Itaqueirão, Brasil 3 x Croácia 1.

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No canto dos hinos, os croatas já se apresentavam como vítimas. Encolhidos, pareciam prever que o imaginário do árbitro japonês iria apitar contra a Croácia. E no final, mesmo sendo inferiores ao Brasil, tinham todas as razões de se apresentarem vítimas: o segundo gol de Neymar, de pênalti, foi em lance que Fred fez a parede e se jogou. E no lance que Olic disputou com Júlio César não houve falta. Seria o empate da Croácia.

O leitor deve estranhar. O Brasil ganha com folga nos números, mas se toma como referência os erros da arbitragem. A explicação é simples: não há como dissociar a vitória brasileira dos erros da arbitragem. Sem eles, não há como garantir que o Brasil ganharia. Recorde o jogo, e não irá se lembrar de uma única jogada de gol, que convertido compensaria a influência do árbitro japonês. Quando Oscar fez o terceiro gol, era finalzinho e os croatas já estavam entregues.

Não há outro critério para analisar a vitória do Brasil. Concordo que nossa seleção jogou mais, o que não significa necessariamente que jogou bem. No começo, os brasileiros estavam tensos, errando passes. O gol contra de Marcelo, o da Croácia, foi reflexo desse estado. Depois pareceram ingênuos não percebendo que o adversário usava de uma forma simples, que era recuar, retomar a bola e sair em velocidade. Só pela luta de Oscar pela bola e pela capacidade isolada de Neymar em concluir, o empate chegou ainda no primeiro tempo. No segundo tempo, o Brasil só foi chutar a primeira bola aos 22 minutos. O que não conseguia fazer, o imaginário do senhor Nishimura conseguiu.

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Neymar fez dois gols, deveria sair como o melhor em campo.

Mas Oscar, de quem pouco se esperava, foi excelente no plano tático.

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