Embora ainda tenha muito pela frente, a essa altura da vida nada mais me surpreende. No futebol, então, tudo é normal dentro do estado sem compromisso que se criou. Mas há fatos que por serem inesperados, surpreendem.

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Sabe-se que a Televisão Educativa é do governo do Estado. A sua esfera de atuação está limitada à cultura, incluindo aí a arte, a música, a notícia e o esporte. O agente público por lei está proibido de utilizá-la para fins políticos e de seus interesses. O senador Roberto Requião até hoje luta contra uma condenação judicial porque teria usado a TVE para divulgar a sua “Escolinha”, quando governador. Agora, mesmo, corre um processo no Ministério das Telecomunicações, porque Beto Richa teria mandado cortar uma mensagem ao vivo da presidente Dilma.

No domingo, a televisão estatal colocou uma hora do seu programa esportivo à disposição de Evandro Rogério Roman, que, coincidentemente, poucas horas antes, havia sido árbitro do Atletiba da Vila. Seria até normal se Evandro fosse apenas árbitro. Mas árbitro o é nas horas vagas, porque sua função principal é Secretario de Esportes do Paraná. E o crédito que se lançou na tela foi de secretário e não de árbitro. E todos os componentes do programa concordando com a opiniões do secretário, que analisava a si próprio como árbitro do jogo. E muitos da mídia defenderam os erros do árbitro-secretario. Será que não está na hora de fazer o “negócio fechado” na Secretaria de Esportes?

Legislador

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O presidente da Federação Paranaense de Futebol, Hélio Cury, está mesmo disposto a ser candidato a vereador. Corre bairros, vai a clubes da suburbana, doa troféus e medalhas, abraça-se com o povo. Age como candidato, quer ser, portanto, um legislador.

O presidente Cury foi quem legislou o supermando, um Atletiba na Quarta-feira de Cinzas, concordou com dois Atletibas de torcida única e, agora, uma final de campeonato em que vale tudo, menos o saldo de gols.

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