O Paraná colocou no mercado quotas sobre os direitos do vínculos esportivo de alguns jogadores. Um percentual é cedido por um determinado valor e resgatado (valor investido mais a valorização) na cessão definitiva do atleta. No Brasil esse investimento passou a ter um potencial risco em razão do endividamento dos clubes. Não é só o Paraná, mas todos, sem exceção.
Ocorre que o contrato de investimento entre clube e investidor vale em relação a eles, mas não em relação a um terceiro que é credor. E direitos sobre o vinculo esportivo do atleta são penhoráveis, já é pacífico na jurisprudência, que trata o negócio como fraude a credores. O caso de Paulo Henrique Ganso é o exemplo clássico no futebol brasileiro.
O negócio de Ganso com o São Paulo só pode ser possível, depois de levantada a penhora sobre a cota parte do Santos, que devia ao próprio Santos pela transferência de Wesley para a Alemanha. Outro exemplo é do Vasco: todos os investidores dos seus principais jogadores estão apreensivos, pois os direitos foram penhorados por Romário em reclamatória trabalhista.
Mas não tem investimento que renda mais do que esse proposto pelo Paraná. Para quem tem dinheiro, vale a risco, principalmente se corrê-lo pelo time de clube de coração.
Santos
Embora limitado, quando quer esse time do Atlético sobra para a Segunda Divisão. Se não bastasse, passa a contar com a sorte. Eis uma prova: o inseguro, e por isso pouco confiável goleiro Weverton, foi suspenso pelo terceiro amarelo. Contra o Criciúma joga o jovem Santos, que é o melhor de todos os goleiros do CT do Caju.
Excepcional
É só no Brasil que um time pode ser campeão devendo 400 milhões de reais, sendo que mais da metade em reclamatórias trabalhistas. Na Inglaterra, Itália e Espanha, o Fluminense sequer conseguiria autorização para se inscrever na competição.