Na Vila Capanema, Atlético 2 Santos 1.

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E o Furacão nem precisou se entregar ao jogo e nem precisou molhar a camisa. Ao contrário, folgou no segundo tempo dando autoridade ao Santos de marcar um gol e só não empatar porque o goleiro Wéverton pegou a última bola do jogo.

E o Furacão nem precisou ser brilhante. Ao contrário, foi de um jogo rústico, diferente ao jogo técnico e veloz que adotou como regra para alcançar o segundo lugar.

Mas vejam só que rumo as coisas tomaram: sem se exaurir, às vezes relaxando, e sem brilho, ainda assim, o Atlético ganhou como se uma vitória não fosse dependente de circunstâncias especiais. Parecia um fato bíblico: a vitória estava escrita.

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O time de Mancini teve uma virtude: praticidade. Já de início foi despejando dois gols com Marcelo e Marco Antonio, saídos dos pés de Paulo Baier, para, então, dar-se ao luxo de vencer jogando menos do que pode jogar. O constrangimento no final foi mais em razão do seu relaxo do que da reação santista.

O Furacão foi para as cabeças. O segundo se tornou o lugar natural. E nenhum alcança esse estágio de graça.

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Num jogo pouco jogado, destaca-se quem participou de seus momentos decisivos: Baier, Paulo Baier.

Importância

Já passou tanto tempo que o Coritiba não ganha no Brasileiro, que precisa se redescobrir. Daí a importância do jogo de hoje no Maracanã contra o Botafogo. Uma vitória, o que é possível pela queda do time carioca, vai lhe devolver a tranquilidade para a recuperação definitiva. Uma derrota, o que seria normal, irá ambientá-lo em dúvidas porque os times que estavam atrasados estão lhe passando.

O risco de errar sobre as condições atuais do Coritiba é grande, porque se tornou imprevisível diante de tantas mudanças por contusões.