A derrota é um dos resultados do jogo. Por esse princípio natural, portanto absoluto, ela não ocorre por acaso. Sempre há um motivo a justificá-la. No futebol, em que a lógica anda um pouco escondida, busca-se os mais diversos motivos para explicá-la. Mas, às vezes, a derrota mais do que resultado das circunstâncias de um jogo, só tem uma explicação: o time que perdeu merecia perder. Não por ser inferior, mas por ter jogado mal.
O Atlético, depois de quatro vitórias em sequência, voltou a perder. Ontem, em Salvador para o Vitória, por 2×1.
Derrota fácil de explicar. Lopes demorou um tempo para ver que Zulu não tem mobilidade nem técnica, o que o torna improdutivo. Com ele em campo, o time fica com dez. Marcinho, quando viu que não teria espaço, entregou-se e não quis jogar. E Paulo Baier, do qual o time é dependente, foi imobilizado pela marcação baiana.
Anulado em suas ações, o Atlético deu campo para o Vitória ser superior. Mas até que conseguiu um equilíbrio e o empate com o gol de Wallyson. No entanto não corrigiu a falta de marcação e proteção da zaga. Valência, mal, expôs tanto a zaga que Nei foi expulso.
O Atlético perdeu porque mereceu perder. Derrota, portanto, absolutamente natural.
E uma lição: 45 minutos num campeonato como esse é muito tempo para ser perdido com Zulu. E se Rhodolfo voltar, Chico tem que ser empurrado para o meio, e Valencia para o banco.
Calendário
Primeiro, os clubes culpavam a Lei Pelé pelo estrago que as janelas de transferência provocavam na metade do ano. Com o tempo, ficou provado que não adiantava culpar a lei. Agora se culpa o calendário, e se sugere que se adote o mesmo período de temporada da Europa.
Também não irá adiantar. A maioria dos clubes vai continuar negociando, porque ou são mal administrados ou têm alguém com interesse de fazer negócio.
E não é só isso. Vai se vestir um santo e descobrir um outro. A parte principal do campeonato será no verão, no período de férias, o que implicará na perda da receita de arquibancada.