Em Pelotas, não sei o que aconteceu com o Coritiba.
Mas há coisas mais importantes.
Perguntaram-me: quem é o novo gerente de futebol, Paulo Pelaipe? Gaúcho, com história de 20 anos no Grêmio, que passou por Flamengo e Vasco.
A essa altura, nada resolve saber quem é e de onde vem.
Sabe-se que é uma velha raposa do futebol. E raposa gaúcha, às vezes, resolve.
A contratação de Pelaipe sugere que não há coxa que entenda de futebol disponível na cidade.
O presidente Samir Namur reuniu a diretoria e confessou: “Fiz tudo errado no futebol”. Às vezes a confissão, não torna o erro menor. Ao contrário, agrava-o.
E a contratação de Pelaipe, sugerido por Tcheco, já sinaliza que Namur mudou.
Agora, o Coritiba quer apostar em um técnico de ponta.
O primeiro a ser procurado foi Vanderlei Luxemburgo.
Não aceitou, sob o pretexto de que está fazendo sucesso com seu canal no YouTube, e que não gosta de assumir clube no meio da temporada.
O segundo foi Abel Braga, que também não aceitou.
Ele acha que Curitiba provoca lembranças muito próximas do seu filho que morreu. É que o menino nasceu em Curitiba, quando Abel era o técnico do Atlético.
Uma consulta seria feita a Dorival Júnior.
Se foi, não sei da resposta.
Independente de resultados, Tcheco não ficará no comando do time.
Mas continuará sendo o conselheiro de Namur.
Sobra
Segundo os matemáticos, o Paraná já carrega 93% de possibilidades de voltar à Segundona. Como na vida, a matemática às vezes gera ilusão. Entre 93% à 100%, há uma diferença de 7%.
Só que no futebol, um percentual de 7% tem mais características de verdade do que de ilusão. Não se pode dissociá-lo das condições que o time tem para reagir. No caso, o Paraná, é possível afirmar que as suas condições técnicas não passam de 7%. Bem resumido, no futebol, 7 de 100 é zero.
Esse é o resultado da administração do futebol exercida por Leonardo Oliveira, que em setembro vai ser reeleito por mais três anos. E já garantiu que seu parceiro Pastana continuará comandando o futebol.