Eis uma verdade que está se escondendo: o Fluminense é um time comum. Bem analisado, quando a bola sai do controle de Fred e Conca, não encontra nada de especial. Seu treinador Cuca, é o mesmo que há tempos não consegue encerrar um contrato, sendo sempre demitido. O que o ajudou a depender só de si e de um empate contra o Coritiba, para não ser rebaixado, foi a condição de franco atirador. A queda provável para a segunda divisão, a certa altura do campeonato, já trazia um conforto para os burgueses das Laranjeiras. Não havia ninguém que cogitasse do milagre.
O franco atirador, é da sua natureza, não tem o que perder. Mas aí ocorreu o fato que marca este campeonato: a ascensão inesperada de alguns se associou à queda de outros.
Não existia nenhuma previsão, inclusive lógica, que colocasse o Flamengo no lugar de São Paulo, e em especial, do Palmeiras, para ganhar o título. No G4 de baixo bastaria que Atlético e Coritiba não perdessem pontos lógicos em casa, para que a reação do Fluminense se esvaziasse.
O que eu quero dizer é exatamente isso: o tricolor voltou às condições normais de uma disputa. Vai jogar contra o Coritiba, sem ser franco atirador. Se fosse rebaixado antes, já havia conforto. Mas, agora, tendo o que perder, volta a ser comum, portanto, ao mundo dos mortais.
Tratar o Fluminense como uma espécie diferente do que se viu nesse campeonato, é um grande equívoco.
De primeira: O Náutico foi rebaixado com Geninho de treinador. Bem antes ele já havia sido demitido do Goiás, Atlético Mineiro e do Botafogo. Isso vem provar para ele e para os seus seguidores, que grande mesmo era o Atlético.