Morrer de saudades

O jornalista Vinicius Coelho morreu.

Às vezes era idealista, às vezes sonhador. Seu texto, por ser de natureza crítica, era trânsito para discussão, fazedor de amigos e inimigos. Jornalista puro, sempre em estado bruto. Coxa-branca, amava o Fluminense.

Pensei que depois que um animal fantasiado de ser humano lhe tirou o seu menino Bruno, Vinicius iria morrer de saudade. É que a saudade pela perda de um filho, por ser uma doença traiçoeira, é irreversível. Esconde a dor, por que não se contenta de matar uma única vez. Vai matando todos os dias. É como na poesia de Chico Buarque, “Pedaço de mim”: “A saudade é o revés de um parto/A saudade é arrumar o quarto/Do filho que já morreu”.

Mas a vida de Vinicius, carregada de surpresas, teria mesmo que surpreender até na morte: morreu atropelado por um carro. Talvez estivesse potenciando a saudade. É quando os pensamentos são maltratados por um querer impossível. Esquece-se que ainda se vive.

À familia de Vinicius, os meus respeitos.

Dúvida

Depois da lambança de Petraglia, que contratou um técnico e o dispensou sem ter formalmente assumido (não assinou súmula) o Atlético anuncia o seu novo treinador: Jorginho, que dirigiu a Portuguesa de Desportos.

A pergunta é: o Jorginho que chega é aquele comandou a Portuguesa na subida da Segunda para a Primeira Divisão nacional, em 2011, ou o Jorginho que comandou a Portuguesa no rebaixamento da Primeira para a Segunda Divisão estadual, em 2012?

Pelo menos uma virtude esse Jorginho tem: é um técnico cujo aprendizado foi na vida e não na academia. Mas com esse time que Petraglia formou, não vai resolver muito.

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