Para um clube se recuperar é preciso ter um presidente tranquilo, com a emoção bem dosada e com a capacidade de absorver situações temerárias.
Um dia desses, com o objetivo de discutir a publicidade da Liga dos Clubes Paranaenses, que pretendem criar, o presidente do Atlético, Mário Celso Petraglia, e o presidente do Coritiba, Rogério Bacellar, convidaram o publicitário Claudio Loureiro para almoçar no Tratoria do Vitor, na Praça Espanha.
Na conversa foi citado o arquiteto Jaime Lerner. Abrindo seu baú de rancores, Petraglia fez comentários sobre o ex-governador, que Loureiro não gostou e disse: “Jaime é meu amigo e não gostaria de ouvir ofensas a ele”. E, aí, sem controle, Petraglia foi contra Loureiro (conhecido na praça como Claudinho), derrubando mesas, pratos, garfos e cadeiras no exato momento em que o garçom chegava com o pedido: Moqueca de camarão.
Esse é o Furacão fora de campo.
Vamos para o campo.
Quando entrar hoje em campo para jogar contra o Remo, na Baixada, será vaiado. Com qualquer resultado, inclusive o da vitória, sairá vaiado. Só que a torcida deveria vaiar o andar de cima. É lá que estão os responsáveis diretos por essa ofensa. Insisto: a torcida vestir nariz de palhaço, pois seria a figuração concreta da condição que foi remetida pelas promessas de vitórias, títulos e grande time.
O Furacão deve eliminar o Remo, e seguir em frente na Copa do Brasil. Não se pode crer no imprevisível como perder para um Remo, com o time reserva. Só que a torcida que não se deixe enganar, pois essa diretoria sempre usou vitórias ocasionais como artifício para dissimular o cumprimento da obrigação.
E, a partir de hoje, a torcida deve definitivamente ficar de olho no treinador Enderson Moreira. Já se vão cinco jogos e o que se vê é um Atlético que estava ruim, ficar pior. Provoco essa atenção, porque o time para o Brasileiro terá reforços, mas não será muito diferente do que esse que está aí. Mais do que nunca precisará da capacidade do treinador, que Enderson não demonstrou ter até agora.
Com esse ar saturado de tensão, todos os caminhos nos levam para a Baixada.