Estranho clube, esse Atlético.
Ao mesmo tempo em que anuncia o início da obra de um estádio de milhões, ainda sem valor final, obriga-se a fazer cálculos de aritmética primária para sustentar a ilusão que ainda há muita vida dentro de campo, longe da Segunda Divisão.
A missão que irá terminar é essa que se alcança: somando três pontos, mais três em sequência, ou a obra nababesca de valor guardado a sete chaves, como se a Baixada fosse ser paga por apenas um, e não pelo povo atleticano dessa e de algumas futuras gerações?
Uma tem a ver com a outra, não duvide. Uma delas (pode ser qualquer uma das duas) se não for tratada com racionalidade, vai repercutir na outra. E aí, o custo vai ser bem maior do que milhões de reais ou de pontos técnicos.
Sempre haverá um saldo a pagar.
Mentiras
O Paraná voltou ao estado de crise. Bem que o motivo poderia ser diferente das crises passadas, mas não é. Sabe-se, agora, que a causa imediata é o atraso dos salários, com uma discriminação que revoltou, e com razão, todo o grupo de jogadores.
Adotou o critério do “desfolhou a margarida”: bem me quer, mal me quer. Quem joga, recebe parte (20%); quem não joga, não recebe nada.
O inusitado é o fato de que no sábado, antes do jogo contra o Americana, pagou 20% do salário para quem ia jogar, com cheque que seria depositado na segunda-feira. No domingo, os cheques foram recolhidos pelo clube.