São atleticanos de sentimentos expostos. Para eles, o tempo parece não passar enquanto existir o Atlético. É o princípio e o fim, o valor imediato de vida. Então, em 1998, organizados por Waldemar Wolf, pai da jornalista Carolina Wolf e avô de Bibi, construíram um mirante para ver a Baixada sair do chão em forma de uma arena. À tardinha, todos os dias, era sempre assim: reunidos no mirante grudavam os olhos no curso do cal e do tijolo, da plantação da grama, que Alex Mineiro iria correr para marcar os oito gols mais importantes da história do Furacão. Se a noite já havia caído, então, cada um tirava o coração do peito para iluminar o que os olhos queriam ver: a Arena da Baixada.
Wolf foi embora, deixou saudades e o legado que se integrou definitivamente à história do Atlético em forma da confraria “Amigos do Mirante”. São médicos, engenheiros, advogados, funcionários públicos, comerciantes e aposentados, que toda terça-feira se reúnem para saudar o amor ao Atlético. São muitos: Henrique, Jacson, Ricardo Gardenal, Emerson, Lorde, Marquinho, Edson, Samir, Paulo, Dario, Clift, Lipe, Durval, Augusto, Nelson, German, Aluisio, Nono, Rene, Marcelo, Jefferson, Pimentel, Militão, Thiago, Mario, Pena, Joel Neto, e outros que chegam, vão e um dia voltam.
Os miranteiros continuam jovens. É que o Atlético é uma paixão que não deixa envelhecer.
Coincidências
Para substituir Fred, Felipão chamou Alexandre Pato, que de vez em quando joga pelo Corinthians. Quando Mano Menezes convocava jogadores que eram patrocinados pelo seu empresário Cláudio Leite, acusavam o treinador de favorecê-lo. Não podem usar coincidências para censurar Felipão como fizeram com Mano. Pato tem como empresário o gaúcho Gilmar Veloz, que é o empresário de Felipão. Só que essas coincidências que deveriam ser evitadas provocam, às vezes, injustiça. Não há atacante hoje no Brasil jogando e fazendo gols como Éderson, do Atlético.