A vitória pelo mínimo (1 x 0) em casa, não significa necessariamente que precede de um drama. Mas uma vitória pelo mínimo, contra um time que vive no semiamadorismo, necessariamente tem que ser investigada.

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Foi assim que o Atlético ganhou o jogo de Vila Capanema do Sampaio Corrêa. O drama está na razão de ter feito o mínimo: o time é absolutamente carente de qualidade individual. Pode dominar taticamente como dominou, pode fazer das chances de gol uma rotina do jogo, mas seu limite o impede de ir além da vitória mínima.

Tome como exemplo o primeiro tempo. O Atlético se impôs por um futebol que revezou a circulação de bola, de jogadores e de velocidade. Só não resolveu com goleada por absoluta falta de qualidade na solução da jogada. Paulo Baier, Furlan e Marcinho perderam gols, que só seria aceitável se jogassem pelo time do Maranhão. Como esperar mais com a insistência com Bruno Mineiro, ter esperança com o peso de Bruno Furlan e continuar tendo como esperança Baier e Marcinho?

E o limite para o mínimo só pode ser alcançado porque Guerrón saiu do banco e criou a alternativa para time chegar ao gol. Foi, outra vez, a herança deixada por Malucelli, que atende pelo trio Guerrón-Baier-Marcinho, que salvou o Furacão de um vexame histórico.

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O torcedor atleticano, que é um apaixonado, mas não é ingênuo, vaiou. A verdade de que esse time não tem futuro sobrepôs e absorveu a alegria pela classificação. Afinal, o futebol no Atlético passou a ser apenas acessório à única razão de vida proposta por Petraglia nos próximos três anos, que é a construção da Baixada.