São fatos públicos. Lembremo-nos. Há três meses, o Atlético, para compor com a Paraná Fomento parte da dívida da construção da Baixada, solicitou ao Município de Curitiba, que as quotas do potencial construtivo dos quais é o único titular por lei e por contrato, fossem cedidas para o agente estatal. Não pediu um único centavo a mais. Com base em estudos e parecer da Procuradoria Geral do Município, há dois meses o prefeito Gustavo Fruet autorizou a Secretaria de Urbanismo a atender ao pedido do Atlético e formalizar a cessão.
Ocorre que o processo parou no secretário Reginaldo Cordeiro, que é daqueles que quando lhe interessa (ou não interessa) fecha a gaveta e esconde a chave. Não se sabe se neste caso é por falta de tempo, se por esquecimento, ou se alguém da sua secretaria (ou ele próprio) esteja esperando algum mimo. Seja o que for, é uma omissão que compromete a administração pública, pois coloca em risco uma associação popular, que nada mais quer do que dar ordem financeira aos seus contratos com um agente público. Compromete o poder de mando do prefeito Fruet sobre os secretários, mesmo estando autorizado por um grupo de estudos especiais da Procuradoria Geral do Município.
Afinal, Fruet manda ou não manda?
Caindo
A permanência do treinador Gilson Kleina no Coritiba passou a ser dependente de resultados. Os fracassos contra o Rio Branco e o PSTC estão movimentando os grupos organizados, torcida e conselheiros. Há quem garanta que um simples empate com o Paraná no jogo do Couto será o bastante para Kleina ser demitido. Pachequinho já estaria de alerta.
Kleina não está conseguindo o mínimo, é verdade. Mas está sendo uma das vitima da fragilidade de sua retaguarda na direção do futebol. A esquisita contratação em massa de paraguaios deve ser investigada, porque não é racional que um time com tantos problemas financeiros, corra o risco contratando aleatoriamente por simples indicações de empresários.