Com uma mão rezando o terço, e com a outra implorando para a sagrada vizinha Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, as coxas foram ao Couto Pereira à espera de um milagre contra o Vitória. Entenda-se a vitória como milagre, pois há dois meses não ganhavam, daí a ameaça de rebaixamento.

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E o milagre veio completo: a vitória por 2 a 0 foi construída com gols de Pedro Rocha que não marcava há um século, e de Tinga, que nunca havia marcado pelo alviverde.

Dirão que foi preciso demitir o treinador Fernando Seabra para que o Coritiba voltasse a vencer. Se as coxas pensam assim, continuam correndo perigo no Brasileirão. É que a vitória só foi possível diante da fragilidade baiana e das falhas do goleiro Lucas
Arcanjo. Com Seabra, não seria diferente.

Agora com 42 pontos ganhos, estariam faltando mais dois para bater nos 44, que passou a ser o “número mágico” para não ser rebaixado.

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E vejam só como é o futebol. O Coritiba tinha que ganhar para fugir do rebaixamento, e com a vitória passa a ter chance de jogar a Sul Americana. Essas contradições é que são usadas pelos cartolas para enganar o torcedor.

Santos volta?

A posição de goleiro do Athletico está em crise. E as opções para enfrentá-la são temerárias. Os goleiros Santos e Mycael revezam-se por muitas falhas e poucas virtudes. Há os jovens Matheus Soares e o refugiado ucraniano Maksym Voronov.

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Como sempre lembro, o saudoso Geraldo Damasceno, o Geraldino ensinava: “Quem sabe jogar, joga com qualquer idade e em qualquer lugar”.

Soares e Voronov sabem jogar?

Eis a grande verdade: a crise de goleiro no Athletico tem que ser enfrentada por goleiros já experientes, mas que falham, ou por goleiros inexperientes, que nesse momento, não têm o direito de falhar.