O desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná, José Hipólito Xavier da Silva, coxa histórico, manda-me a seguinte mensagem: “O atual cenário do CFC produziu um efeito inusitado: confirmar a correção do comando ditatorial do CAP”.

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Dito de outra forma: o Desembargador entende que o modelo administrativo do Coritiba, que obriga as decisões serem tomadas por um colegiado (o presidente e os 4 vices), submete-se ao mando de um só como Mário Celso Petraglia impõe no Atlético.

O momento atual dos dois clubes, sem analisar as circunstâncias, sugere razão ao doutor José Hipólito. Mas as circunstâncias não podem ser ignoradas, e o Furacão é o maior exemplo.

Concordo que, a partir de 1995 e até maio de 2002, as ambições e a coragem de Mário Celso Petraglia foram fundamentais para dividir a história do Atlético. Mas concorreram com a mesma influência Ademir Guimarães e Enio Fornea Junior. Entre os três, as coisas eram decididas em razão da independência pessoal um do outro e de ideias. Nessa época, o próprio Coritiba, também, deu o exemplo, com Joel Malucelli, Sergio Prosdócimo e Edson Mauad.

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Durante esse período com Petraglia, Adur e Fornea mandando, o Atlético pagou as contas, comprou e construiu o CT do Caju, derrubou a Baixada, construiu e pagou a Arena, e ganhou o maior título da sua história, o Brasileiro de 2001.

Com o comando ditatorial não ganhou nada de expressão, e para construir a Baixada para a Copa, alienou todo o seu patrimônio, permitindo a penhora judicial do estádio para garantir uma dívida que, com encargos, já passa dos 400 milhões.

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Lendo a obra do notável Elio Gaspari sobre o regime de exceção(1964-1984), aprende-se que uma das formas do ditador manter-se é de criar aparências de realização. Eles criam essas aparências com eventos isolados e um ambiente de temor e de terror.

Quando foram embora, os “nossos” ditadores, deixaram o Brasil com a maior dívida externa do mundo, com uma inflação de 239% ao ano, e as mais bem fundamentadas lições de corrupção, que foram aprimoradas pelos “nossos” democratas e socialistas.

Resta saber o que será do Atlético pós ditadura.