O goleiro Weverton chegou ao Maracanã vestindo a camisa do Brasil, como Caju chegou ao Centenário, em Montevidéu, no Sul-Americano de 1942: nobre, sereno e sóbrio. Quando o chute do alemão Petersen partiu no último pênalti, viu-se um corpo estendido no gol do Brasil, seguindo de uma defesa histórica: era o de Weverton, mas parecia, que a metade era de Caju. O corpo visto com atenção, tinha no mínimo um dedo de Flávio, o “Pantera”. Era a representação viva dos goleiros místicos da história do Atlético Paranaense.
Weverton deveria ser tratado como um chefe de Estado pelos brasileiros. O pênalti que defendeu no chute de Petersen deu mais que a inédita medalha de ouro olímpica ao Brasil. A sua defesa, evitou nova humilhação, estancou um pouco o sangue que ainda jorra dos 7×1 do Mineirão e devolveu, por algum tempo, o orgulho próprio do futebol brasileiro.
Deixou os atleticanos outra vez orgulhosos. Como em 2002 quando Cleberson foi uma marca do Brasil campeão no Japão, agora Weverton imprimi a referência dessa conquista olímpica.
Mas os atleticanos não nasceram para serem felizes por inteiro. O desfile do orgulho pelo Weverton acabou com as estripulias de Mário Celso Petraglia. Ao mandar Walter para o Goiás, afastar Vinicius, e mandar Autuori escalar um time reserva, provocou a derrota do Furacão em Belo Horizonte para o Galo, 1×0. E não houve o pênalti reclamado pelos atleticanos. E a culpa de Petraglia pela derrota foi provada por um fato: com um sub-23 e capenga tecnicamente, fez um jogo igual ao Galo em razão do excelente comando de Autuori. Se jogasse com Walter e Vinicius, é possível afirmar, pelas circunstâncias do jogo, seria superior e o resultado poderia ser outro. O Furacão perdeu a terceira, sem fazer gols, tomando ladeira abaixo.
Vitória
Dê duas semanas para Carpegiani treinar um time. E daí, espere para ver o que dá. Da velha escola de que o futebol moderno é o da ocupação de espaço, Carpegiani vai afastando os coxas da zona de rebaixamento. E nada está acontecendo pelo casuísmo que se atribui muitas vezes no futebol brasileiro à mudança de técnico.
O Coritiba, por falha individual de João Paulo, perdia um jogo que jogava igual (1×0) com o poderoso Santos. Então, Carpegiani mudou e, com Evandro e Iago cercou o Santos. Empatou com Kleber e ganhou (2×1) com o gol mais bonito da temporada de Iago, chutando de longa distância.
Uma vitória com a rubrica de Carpegiani.