Uma confraria chamada Mesa Real reúne-se uma vez por mês sempre com um anfitrião diferente. É formada por vários segmentos da sociedade curitibana, em especial do futebol, recepcionando ascendentes e decadentes, deuses e diabos. São reunidos para beber, comer, fazer fofocas falar da vida dos outros e discursar, sempre com a presença de um convidado especial.
Para o ultimo encontro do ano, o anfitrião levou como convidados especiais o dirigente do Paraná Renato Trombini e o presidente de fato do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade. O indelicado anfitrião não convidou nenhum dirigente do Atlético.
Nos discursos, Trombini e Ribeiro de Andrade falaram do Paraná e do Coritiba como se fossem as últimas bolachas do pacote. Um disse que o Paraná voltará a ser o maior; o outro, que o Coritiba nunca deixou de ser o primeiro, mesmo na Segunda Divisão.
Foi então que ferveu o sangue atleticano de Antonio Carlos Carneiro Neto. Indignado com o desprezo ao clube, pediu para falar, dissertou um histórico recente do Atlético, comparando-o aos outros.
Fala aí Carneirinho: “O Furacão construiu o CT do Caju, no qual treina a Seleção do Brasil; construiu a Arena da Baixada em 14 meses, e que foi escolhida pela Fifa para a Copa de 2014; foi 4 vezes campeão estadual, foi campeão do Brasil, vice-campeão do Brasil, vice da Libertadores, jogou 3 Libertadores, mandou Kleberson direto para ser campeão mundial pela Seleção Brasileira, teve a camisa como referência do futebol para ser guardada na cápsula do tempo do New York Times…”.
Enquanto o anfitrião ficava bem escondidinho e vermelhinho num canto, Carneiro Neto se transformava na grande estrela da noite.
A realidade, às vezes, é irreal em torno de uma mesa de comes e bebes.