Mercado

Embora justa por exclusão, foi surpreendente a convocação do menino Adriano do Coritiba para a Seleção Brasileira. A surpresa não está em razão de ter ou não seus atributos, que tem e não são poucos, mas na lembrança repentina do seu nome.

Sempre tem influência, sem dúvida. Parreira não é imune às sugestões, mesmo porque é obrigado a recebê-las e estudá-las. Na convocação de Adriano existe muito do seu futebol, mas muito também da influência de Antônio Lopes. Com Kléberson, na época de Atlético, já tinha sido assim.

É a regra de mercado que nossos clubes se obrigam a seguir. E assim mesmo as convocações são eventuais, e por isso surpreendentes. Convocação de um paranaense sempre é um fato extraordinário. Em forma, Adriano será uma opção natural para o futuro. Mas só será definitiva quando for negociado para a Europa.

Mas nenhuma influência poderia ser exercida se não fosse um bom jogador. Já jogou mais do que está jogando. Atualmente é vítima da fase ruim do Coritiba. Se não vai jogar, pelo menos será valorizado pela convocação. Todos lucram.

É a outra regra do mercado.

Preço

Existe uma velha máxima nos negócios. Quando não se quer vender um produto, das duas uma: não se coloca à venda ou exige-se um preço irreal para não vendê-lo. Mas existe uma terceira via: o vendedor quer vendê-lo, mas superdimensiona o preço, entendendo ser justo. O Conselho Gestor do Atlético está encontrando dificuldades para renovar os contratos de cessão de direitos de uso dos camarotes na Arena. Briga de cachorro grande, estou fora.

De primeira: O apresentador do “Mesa Redonda” (CNT) Fernando Gomes será candidato a vereador nas próximas eleições em Curitiba. É o grande nome do PTB.

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