O Atlético joga com o Tupi, da terceira divisão nacional, em Juiz de Fora, pela Copa do Brasil. Deve estrear Walter, a sua única contratação relevante. E, assim, vai se usando o velho casuísmo de acalmar a torcida com fatos eventuais.
Mas desta vez, creio, não de ser assim. O fato jogado nas entrelinhas no final de semana prova a indisposição da torcida de conviver com esses repentes de prazo curto.
O fato: o Atlético já havia goleado o Prudentópolis (4×1), e até sendo razoável depois que Crysan entrou, quando o populista (e, portanto, enganador) técnico Milton Mendes puxou uma fila de jogadores em direção a torcida atleticana batendo palmas. Essa fez o que faz alguém que sempre é sincero e leal, mas que depois sente que foi usado, sacrificado, e traído por mentiras: recusar os aplausos, desprezar o mimo, devendo-os com vaias.
E não pense o leitor que o gesto de portentosa grandeza foi praticado para alcançar apenas o técnico e os jogadores. Esses foram mensageiros para os únicos destinatários: Petraglia, todos os seus amestrados dirigentes, conselheiros e aqueles que direta ou indiretamente por conluio com o poder, inclusive por omissão, fizeram a maior torcida do Paraná passar pela humilhação de jogar um torneio contra o rebaixamento no Estadual.
E, não pensem que tudo vai terminar no jogo com uma vitória sobre o Tupi e sábado sobre o Nacional. As mentiras foram tantas para proveitos individuais que essa mágoa vai se eternizar. Ela sempre será desabafada toda vez que o time fracassar. O coração do atleticano, cantaria Chico, “é um pote até aqui de mágoa”.
Uma vitória em Juiz de Fora não poderá ser usada como referência para afirmar que o Furacão está evoluindo. Enquanto Eduardo, Natanael, Leo Pereira, Lula, Bruno Mota, Bady e Paulinho Dias foram opções não será possível considerar uma vitória como marca de evolução.
Será continuar a mentira.
De primeira
Desconfio que a grande dúvida do Coritiba para a final com o Operário é o seu técnico Marquinhos Santos. Amanhã irei tratar do tema.