Em Recife, pela Copa do Brasil, Atlético Paranaense 0x0 Santa Cruz. O empate como resultado foi bom para o Furacão. É presumível, que na Baixada, ganhe e siga em frente. Mas essa solução é para quem se agarra em regulamento, coisa de time pequeno.
O fato relevante, então, não está no benefício do empate. O fato relevante está em ser mais um jogo, em que o Atlético de Autuori não ganhou e não fez gol. Tristes recordações: o Atlético não fez gol contra o San Lorenzo (0x3), contra o Coritiba (0x3 e 0x0), e contra o Santa Cruz (0x0). Fora os descontos, são 360 minutos, o que não é pouca coisa.
Qual é a explicação para tamanha carência? Não se argumente que faltaram oito jogadores, porque dos ausentes, só Thiago Heleno, Nikão e Pablo são diferentes. E se faltaram, foi consequência do plano de Autuori, que estourou fisicamente o time.
O Atlético está na fase de melancolia.
Filho mimado
Como o fato, ainda, não é oficial, eis uma bela questão: Pachequinho no comando técnico do Coritiba, será uma solução correta?
Depende do ponto de vista de cada um. O do clube, tem que adotar um elemento obrigatório: vai se contratar muito mais o ídolo, uma pessoa de casa, do que o técnico. Bem por isso, no ponto de vista do Coxa há dúvidas, é embaçado. Daí não ter sido declarado fato oficial. E no futebol não é diferente da vida: quando se pratica um ato estado de dúvida, a sua natureza é de aposta de mesa, jogando-se com a sorte.
E como analisar sob o ponto de vista de Pachequinho? Depende das condições em que for contratado. Se continuar sendo mimado por ser filho da casa, corre o risco de retardar o seu futuro, pois na primeira sequência de derrotas (o que é possível na vida de qualquer profissional), será demitido. Então, das duas, uma: ou volta para a assessoria técnica, ou entra no mercado, mas, aí, desvalorizado pela demissão.
Entendo que, sob apenas aspecto profissional, a diretoria entender que Pachequinho é a única solução no momento, então que se dispense o filho da casa e se encontre o técnico com todas as proteções e obrigações contratuais.
Melancolia
2 minutos de leitura
continua após a publicidade
continua após a publicidade