Meia verdade

O Atlético já definiu o seu futuro neste campeonato: disputá-lo até o fim com o objetivo de se livrar da Segunda Divisão.

Então, tratemos do Coritiba.

Esse ano, já foi chamado do melhor time do Brasil. Usou-se meia verdade: tratou-se apenas das suas virtudes como fato relevante, desprezou-se a fragilidade dos adversários.

Agora, o “melhor time do Brasil” começa a ver algumas imagens no retrovisor. Uma delas, embora ainda confusa, não nega os traços familiares: a segunda divisão.

O mais grave é que os Coxas não querem, ainda, assumir esse perigo. Utilizam-se de outra meia verdade, que é atribuir a atual fase a uma suposta insegurança passageira.

Outros usam fatos ocasionais como amparo. Exemplo: a reação contra o São Paulo, quando o que era para ser goleada (4 x 0) transformou-se em injustiça (4 x 3). A ilustração lembra a goleada sobre o Palmeiras (6 x 0) na Copa do Brasil.

O Coritiba precisa assumir os limites do seu time. O sistema defensivo é fraco, o meio-campo se fragilizou com o inexplicável prestígio ao já cansado Tcheco, repercutindo no trabalho de ataque.

E nem a esperança de que a antiga convenção, de alterar esse estado com mudança de técnico, pode ser considerada. Marcelo Oliveira não é o culpado. A qualidade individual do time foi supervalorizada. Na prática nenhum bom jogador foi contratado para o Brasileiro, embora o gasto com os “Evertons”.

O Coritiba joga amanhã em Sete Lagoas. O América-MG, seu adversário, que está entre os últimos, já pode ser considerado como um adversário direto?

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