Medo e covardia

O doutor Mário Celso Petraglia, dono do Atlético, reuniu a imprensa para dizer que “a imprensa esportiva de Curitiba nada vale”. E ninguém o questionou. Bem feito para a imprensa.

Em duas horas, mostrou que continua sendo o supremo detentor da arte de enganar a torcida do Furacão. Para ele divergir e perguntar é ofensa, como o fez o grande jornalista André Pugliese. Com respostas mecânicas e envelhecidas, com a emoção descontrolada, sempre o velho Petraglia, em matéria de objetividade e resultado, outra vez, foi nulo.

A sua vociferação não amedronta o meu direito de opinião.

Qual a razão de Petraglia não aceitar debater voluntariamente as mais diversas questões propostas pelos sócios do Atlético? Se há algum cartola no futebol brasileiro em condições históricas para expor-se ao debate, é Petraglia. Ninguém mais do que ele fez, desfez, cumpriu, enganou, derrubou, construiu, desconstruiu, pagou, não pagou, fez (e faz) o diabo. Simplesmente, dividiu a história.

Mas, ignorando, essa proteção histórica para sustentar os seus argumentos em assembleia e derrubar as questões provocadas pelos sócios, prefere o casuísmo, que ele próprio cria na interpretação dos Estatutos do Atlético. Engana-se o doutor. A decisão de não realizar a Assembleia não o torna maior. Ao contrário, reduz-o ao estágio de pequeno e o remete para o lugar onde covardes escondem-se com medo da verdade e da derrota. O medo tem alguma utilidade, mas a covardia não, ensinou Mahatma Gandhi aos ingleses.

Presidente

A expressão “presidente” é usada muitas vezes como figura que representa a importância de alguém para um ambiente específico. Por onde passou, Ronaldo “Fenômeno” era chamado de “presidente”.
O gerente de futebol Rodrigo Pastana tornou-se o homem forte do Paraná. Já há quem o trate como “presidente”. É pelo fato de conseguir montar, desmontar e montar o time do Paraná, diversas vezes, durante a temporada, com um orçamento baixo. Atribuem a ele a responsabilidade de campo pela volta do clube à primeira divisão.

Agora vem o grande desafio do “presidente”. O orçamento do Paraná para o futebol não irá desfalcar as obrigações com os credores. Gastar pouco e formar time para a primeira divisão é uma provocação nobre que se faz a um executivo no futebol.

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