E esse Atlético!

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Agora deu para jogar bem. Às vezes vai além de um simples jogo brilhante: comove tanto que se, de repente, tomar um gol, é injustiça.

No empate do Mineirão com o Cruzeiro foi assim. Estava o time de Ney Franco jogando como nunca. Irrepreensível. E então ocorreram dois fatos injustos: um sósia intrometido e mal-acabado de Ferreira perdeu com o gol escancarado. Digo sósia porque Ferreira, o verdadeiro, não perde um gol como aquele.

E aí a injustiça, que se tornou justiça: Michel não marcou Leandro Domingues, que entrou livre para vencer Viáfara. Com Michel e Jancarlos no time nada é injusto. São absurdamente medíocres. Mas o Atlético estava tão correto, mesmo sem ter na prática os dois laterais, que no intervalo tranqüilizei Javier, o segundo: não perde.

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Sob o comando de Valencia, o Furacão fez o seu torcedor outra vez meditar, e provocar-se: sabendo jogar tanto, por que razão ainda está jogando para sair da zona cinzenta em que está? E depois que Alex Mineiro e Evandro entraram, jogou tanto, e empatou o jogo com Ferreira, que o empate deixou de ser um consolo. Valencia e Rhodolfo foram os melhores.

Festa

Os coxas ganharam em Barueri um jogo que seu goleiro, Edson Bastos, evitou perder, 1×0. O gol foi marcado no cruzamento de um reserva (Fabiano) e por um atacante reserva (Gustavo).

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A vitória foi absolutamente previsível. Nada surpreendente, quando um time dispara na mediocridade da segunda divisão. O menos ruim se torna ostensivamente superior, tendo como resultado a brutal diferença de quinze pontos para o quarto, que será classificado.

E veja o leitor que o Coritiba não joga uma boa partida já há um bom tempo. No entanto, ganha, como ganhou em Barueri, porque tem duas diferenças: Pedro Ken e Keirrison.

Ilusão

Na Vila, o Paraná derrotou o Inter, 1×0. E o excelente segundo tempo foi centrado em dois motivos: a intervenção do treinador Saulo de Freitas, que tem consciência de que não existe mais risco de derrota e, por isso, tem que atacar, e o menino Giuliano, que deu dinâmica ao time, que pressionou até o gol de Josiel. A fuga do rebaixamento é uma hipótese remota. Mas, quando não resta mais nada, tem ainda a ilusão.