O pequeno América de BH desnudou o Furacão: 3×1. É possível que os atleticanos devam ter perguntado: como o time que foi brilhante e ganhou do Santos (2×0), poucas horas depois, foi tão deprimente?
A questão é de simples solução: essas variações de comportamento são inerentes a um time sem nenhuma qualidade individual e sem padrão de jogo. É impossível esperar regularidade de um time comandado por Fernando Diniz, e que tem Zé Ivaldo e Wanderson na zaga, Camacho, Guilherme e Nikão no meio, e Pablo no ataque. Sem qualidade, sem vontade e sem padrão em nenhum setor, submete-se à dependência de rompantes, que são casuais, dos chutes de Carleto.
Foi com um desses, que saiu na frente, mas sem criar a mínima ilusão. É que quando marcou, já jogava mal e estava dominado pelos mineiros, que imediata e naturalmente empataram.
Se para o segundo tempo o Atlético voltou com os seus maus hábitos, ficou pior quando Fernando Diniz trocou Carleto por Lodi. Ao mesmo tempo que abriu o lado esquerdo da defesa, excluiu a única opção do time para chegar ao gol adversário. Vejam só a que situação o Furacão chegou: quando um time é obrigado submeter-se à dependência de um jogador reduzido como Carleto, é sinal que as coisas vão mal.
Sofrendo, ao natural, mais dois gols, esse Furacão de Petraglia saiu do Independência como uma equação que está se tornando impossível de ser resolvida.
Diferença
Sem Neymar, o Brasil era igual à Croácia. Mas Neymar existe, é brasileiro, e voltou no segundo tempo. Então, o Brasil foi diferente da Croácia e ganhou o jogo em Liverpool: 2×0, com gols de Neymar e Firmino.
Não se pode analisar a Seleção Brasileira sem tratar da imensa diferença que há entre as duas situações. É razoável prever que na Copa, Neymar terá que se submeter à marcação e a esquemas que se fecham do seu lado. A sua volta vai inibir Tite de manter a ordem previsível com Paulinho, Fernandinho e Casemiro no meio.
Será hoje?
O Paraná volta hoje à Vila Capanema, contra o Fluminense, com um sonho: ganhar a sua 1ª partida depois de 11 anos, no Brasileirão.