O time do Atlético é como todos os outros. Com qualidade limitada, superou as suas deficiências a partir da boa condição física, que pode atender ao esquema de Mancini, que é baseado no agrupamento para marcar e defender, e no ataque em velocidade pelos lados. O jogo do Furacão se tornou mecânico.

continua após a publicidade

Bem por isso, quando falta uma peça é natural que essa mecânica sinta. E ontem faltaram duas delas: Bruno Silva, que é a referência para marcar, proteger e cobrir uma zaga fraca, e em especial, a mais importante, Everton. Sem ele, o Furacão perde a sua virtude fundamental que lhe dá imposição, sem susto, em Vila Capanema: as jogadas de ataque em velocidade pelos lados.

Quem não sabe do jogo da Vila contra a Portuguesa vai pensar que estou escrevendo sobre uma derrota do Furacão. Ao contrário, estou escrevendo sobre mais uma vitória: 1 x 0, gol de Marcelo. Mas a vitória não autoriza desprezar questões. O Rubro-Negro fez um jogo sem brilho. Paulo Baier parecia lutador solitário, que acusava um golpe, não obstante o passe para Marcelo marcar. Assim, o Atlético acabou alienando a vitória à fragilidade da Portuguesa, que dominou o segundo tempo.

Dirão que a essa altura do campeonato não é hora de jogar bem, mas de ganhar. Só que não é todo dia que se enfrenta a Portuguesa. Agora é o Galo.

continua após a publicidade

Fase final

Definitivamente, o Coritiba já está vendo a zona de rebaixamento. E não é pelo retrovisor, é de frente. Se antes faltavam condições técnica, física e tática, nesta derrota escancarou-se o medo do erro. O segundo gol baiano foi a prova objetiva deste fato: Chico, o pior zagueiro do mundo, tinha a bola dominada e errou o passe, jogando-a para fora. Do lateral saiu a jogada do gol da derrota. Quando o medo associa-se à falta de qualidade, o fracasso é inevitável.

continua após a publicidade

Sem ter Alex, o Coritiba fica sem nenhuma referência. Alex tem que ser um “El Cid”: entrar em campo, nem que esteja morto.