MCP na CPI

Foi aprovada a CPI do Futebol, no Senado.

A questão é: qual deve ser a sua extensão? Limitar-se à CBF é limitar-se ao óbvio, é jogar fora a bola que os americanos nos deram de bandeja para salvar o futebol brasileiro. Investigar os contratos dos quais originaram a propina que prendeu Marin, que prendera Teixeira e perseguira Del Nero, é querer ficar no mesmo lugar.

A CPI deve obrigatoriamente investigar os clubes e alguns dirigentes. Já sei, o leitor quer saber onde quero chegar associando esse objetivo com o futebol de Curitiba. Não iria debater o tema, mas Mário Celso Petraglia, que se apresenta como MCP, o provocou ao afirmar que o escândalo não pode chegar a Baixada.

Petraglia parece muito tranquilo usando o velho discurso que tudo já foi auditado e investigado pelo Tribunal de Contas. Os Correios que originaram o Mensalão, e a Petrobrás, o Petrolão, também tinham passados por lá.

Pois eu aconselho MCP começar a ficar preocupado. Em uma lista de dez cartolas, não há como deixá-lo fora no mínimo para ser ouvido. É razoável que assim seja, pois uma investigação séria como se pretende fazer pode, deve e tem que chegar à construção da Baixada e aos negócios de Petraglia durante 20 anos no Atlético.

E será até bom para ele porque está se aproximando hora da sua biografia definitiva. Ela não pode terminar sem que uma investigação explique como movimentou 400 milhões de reais e entregou um estádio inacabado. É preciso dar conceito ao fato de que, não sendo nepotismo, o que é beneficiar familiares em uma obra regada com dinheiro público. É preciso explicar como o Atlético deixou de lucrar 60 milhões de reais há 10 anos, em negócios com o senhor Juan Figger, fato não desconstituído em processo judicial. Petraglia que não fique muito tranquilo.

Aprenda com a sabedoria do pensador grego Sólon, que disse que não podíamos afirmar que uma pessoa foi feliz até que ela tenha morrido.

Jogos

Os fatos já são passados, mas merecem uma linha. Como se explica que o treinador Milton Mendes, consegue dar ordem a um time jovem como o Atlético, e Marquinhos Santos continua com grandes dificuldades para arrumar o experiente Coritiba. A vitória do Furacão em Joinville (2×0) e o fracasso do Coxa no Couto, foram produzidos a partir do banco.

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