Maturidade

Se um dia Marcelo Oliveira teve a felicidade de ler o filosófo romano Cícero, aprendeu que a vida segue um curso muito preciso e a natureza dota cada idade de qualidades próprias.

O técnico do Coritiba é novo de idade, mas não é mais criança na profissão. Deve ter aprendido a lição com seus erros em decisões nacionais recentes. Entre elas, contra o Vasco, no Couto Pereira, pela Copa do Brasil do ano passado, quando, querendo ganhar a qualquer custo, escancarou o time, que teve forças para ganhar o jogo, mas não conseguiu o resultado.

Depois, no Brasileiro, bastando ganhar de um Atlético já rebaixado, retraiu tanto o Coxa que o histórico gol de Guerrón o tirou da Libertadores, e que causou a última alegria da torcida rubro-negra. O Coritiba tem no Couto Pereira, as mesmas condições de ganhar que o São Paulo teve no Morumbi. Mas só o conseguirá se a consciência dos limites partir de Marcelo Oliveira.

Essa consciência começa sem incentivar a dúvida da presença de Rafinha. Não adianta guardá-lo para uma determinada ocasião do jogo, se a principal deve tentar ser produzida obrigatoriamente no começo, que é o gol. Fazer o resultado contra um time poderoso no contra-ataque, como o São Paulo, é racional, quando há igualdade. Não o será, quando se obriga a buscar a reversão. Correr atrás contra um resultado negativo, enfrentando as bolas de Jadson para Luís Fabiano e Lucas, é fatal.

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