Matemática pura

Na Baixada, Atlético 2 x Flamengo 1.

Fazer projeções matemáticas no futebol é uma maneira de não correr riscos. Dito de outra forma: usar a expressão “matematicamente possível” é quando se está dominado pelo medo de comprometer ser desmentido no futuro. É natureza do jornalista não correr riscos, muito mais pela vaidade de não errar, do que pela falta de sabedoria das coisas. Por não atrelar minha opinião a projeções, e por não ter medo de correr riscos, escrevo: o Furacão vai continuar na elite do futebol brasileiro, o que já é uma grande coisa pelo péssimo gerenciamento do CT do Caju.

E não é por ser a sua queda “matematicamente impossível”, por que, ainda é possível. Mas a matemática no futebol não é pura. A sua lógica está necessariamente associada a outros elementos: à evolução técnica do time no momento que tem que dar solução. E por sua vez, essa evolução técnica está ligada à superação individual dos jogadores. E mais: essa “matemática” como pressuposto de uma projeção futura, considera o rendimento dos adversários para o alcance de um objetivo. E, enquanto o Atlético ganha, os da banda de trás fracassam.

Essa vitória sobre o Flamengo foi grandiosa, como é toda a vitória sobre o Flamengo. O Furacão mostrou o que parecia não ter em razão da sua limitação: poder de reverter um placar negativo. Sofreu o gol do Mengo logo aos 7 minutos de jogo, e não deu a mínima atenção para o fato. Com o equilíbrio que Dellatorre lhe deu, incentivou o poderoso expediente de fazer Marcelo flutuar em toda a linha de defesa do Flamengo. E por isso vieram os gols de Cléo: o primeiro de oportunista, em jogada de Dellatorre e outro de pênalti em Marcelo. E era para ser de três, se Natanael conseguisse correr e pensar ao mesmo tempo. E era para ser de quatro, se o goleiro Paulo Vitor não operasse um milagre em jogada de Coutinho.

O placar de 2×1 foi apertado nos últimos minutos, mas uma goleada na superioridade entre o jogo do Furacão e o jogo do Mengo. Rubro-Negro é o nosso.

Sacrifico-me por boas causas e para ser justo: Bady foi o melhor em campo.

Queda

Não vi nenhum dos momentos do jogo em que o Coritiba foi goleado em Florianópolis pelo Figueirense, 4 a 0. Presumo, pelo placar, que nem precisava ver um momento sequer para concluir, que está se tornando irreversível a queda. E, definitivamente, explode um fator que venho escrevendo há algum tempo, e que a diretoria não quer enfrentar: o treinador Marquinhos Santos é um bom menino, por ter boa formação pessoal. Mas um técnico para criar no mínimo uma ilusão de que, ainda, há vida, tem que ser mais do que “queridinho” dos jogadores. O que os coxas não podem é mostrar resignação, faltando, ainda, 27 pontos para ser disputados.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google