Marketing

E se Ronaldo não for o fenômeno terá valido à pena? A resposta não deve ser encerrada no campo do marketing e o benefício financeiro que já representa para o Corinthians. É que, por mais que se possa ampliar o conceito empresarial que se imprime ao futebol, ainda assim a fonte insuperável para o marketing é a vitória no campo.

Por isso, às vezes, uma ação de impacto popular não representa uma jogada publicitária sem risco. Talvez, não seja o caso de Ronaldo, que se confirmar às previsões de médicos, voltará a jogar em condições normais, embora as sejam limitadas à sua natureza de 32 anos.

O que não pode é usar o marketing como pano para esconder erros que impliquem em fracasso técnico. O Atlético teve momentos valiosos que foram depreciados em campo, como aquele de perder o “bi já ganhou” no fracasso de Erechim em 2004. Agora é o Coritiba que começa a ter o mesmo comportamento. Anuncia um estágio babilônico, e não por coincidência, ao mesmo tempo que não revela competência no futebol para manter um grande técnico, ou imediatamente contratar outro.

O mais exemplar marketing no futebol brasileiro ainda é o São Paulo quem faz. Ganhando títulos em seqüência a partir de Telê Santana (1992), passou da 5.ª para a 3.ª torcida no futebol brasileiro. E se continuar nessa seqüência, sem que o Corinthians reaja, logo terá a 2.ª torcida.

O prestígio dos gaúchos é extraordinariamente maior do que o dos nossos clubes, não por casuísmo ou por ação publicitária. É por conta de 5 títulos brasileiros, 2 mundiais, outro tanto de Copa do Brasil, e outros torneios que a disposição de ganhar deram valor.

Direito de resposta

Um dia desses fiz uma crítica a Jamelli, mostrando a sua fragilidade para comandar o futebol de um clube da grandeza do Coritiba. Ele pediu e a Tribuna do Paraná lhe concedeu o direito de resposta.

Fui processado várias vezes, e em nenhuma delas provoquei a solidariedade do meu jornal, onde estou há 32 anos, porque sempre assumi a minha responsabilidade. O direito de resposta dele só pode ser concedido desde que essa solidariedade seja demonstrada. Eu não posso me submeter à conveniência do jornal em autorizar a resposta, sem que eu concorde. Afinal, a solidariedade não tem apenas um lado.

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